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Edson de Lucas

Carapicuíba (SP)
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Suzana Palanti
Suzana Palanti
Comentário · há 4 anos
Caro Sr. John Doe,

Talvez esteja mesmo havendo uma distorção... A PEC 241 fala em teto para gastos em todas as áreas, limitando os aumentos ao índice de inflação medida no ano anterior, assegurando que a Educação e Saúde só terão estes controles a partir de 2018. Certo? Isso significa que não haverá investimentos em nenhuma área, mas apenas uma correção pela inflação dos repasses. Estou errada? Quanto aos juros absurdos, são eles que sustentam os bancos brasileiros já que, sem eles, a Economia brasileira não sobreviveria. Ainda me lembro dos bilhões "emprestados" a bancos que estavam em vias de falência. O senhor se lembra disso, ou estou enganada? Mas o Sr. Wagner, em sua postagem acima, cita os aumentos inconsequentes dos ganhos dos políticos brasileiros em detrimento de todos os gastos das populações mais pobres, aquelas mesmas que sustentam com o seu real esforço esta "nata" de nossa sociedade. Ok, entendo que como está não dá para ficar... De fato, como estão indo as coisas daqui a poucos anos a Previdência não terá mais condições de pagar aposentadorias... Mas é o nosso dinheiro! O seu, o meu, de todos os que trabalham e pagam obrigatoriamente o INSS. O senhor acha correto que uma pessoa que tenha trabalhado 35, 40 anos de sua vida, tenha uma aposentadoria restrita a um teto (há vários artigos na Internet que falam sobre isso), enquanto um parlamentar se aposenta depois de exercer o seu mandato, que muitas vezes não passa de 2, aposente-se com salário integral, muitas vezes acrescido das mesmas regalias que ganhava no exercício de suas funções?
A primeira coisa que uma empresa que está pleiteando uma recuperação judicial (antiga falência) é submeter-se a uma auditoria. Não seria este o caso do nosso país? Primeiro uma auditoria, depois PECs e afins...
Eu concordo que visões simplistas distorcem o que realmente vai por trás de PECs. O senhor tem toda razão.
Adriano Andrade
Adriano Andrade
Comentário · há 4 anos
Não são todos os gastos que estão sujeitos ao teto, só o orçamento da seguridade social. O orçamento fiscal não entra. Ahhh não vai diminuir as despesas com educação e saúde vai manter! Esqueceu da DRU que permite que o executivo tire recursos obrigatórios para gastar no que julgar ser necessário.
Por que ninguém fala em taxar lucros e dividendos que são isentos de imposto de renda, que tal acabar com o swap cambial, isso vai gerar muito mais receita do que essa ridícula PEC. Eu seria a favor da PEC, se todos os servidores tivessem tido aumento de 41% que os barões do serviço público (Judiciário e Legislativo) ganharam e ninguém reclamou, se nós não tivéssemos uma demanda reprimida de saúde e educação, professores e profissionais de saúde com salários baixos, com vínculos empregatícios precários, a mercê de politicagem, falta de prestadores de serviços de saúde por causa dos baixos preços praticados pelo SUS. É fácil, massacra os mais pobres, eles não reagem, porque não é não pagar a dívida ou juros dela, mas que tal fazer uma auditoria pública e pagar o que realmente é dívida. Porque que na PEC existe um inciso que diz que não se incluem nos limites: V - despesas com aumento de capital de empresas estatais não dependentes. Essas empresas que são ilegais, tanto que o Senador Jose Serra apresentou o PL 204 para legalizar e elas emitem títulos da dívida dos estados, vendem com deságio de até 60% quem compra pode parcelar em 4 anos e recebe anualmente 23% de juros, aí a empresa apresenta o debêntures como garantia para o estado que ele é obrigado a honrar. Gostam de soma é o seguinte:
O governo tem 100 mil para receber
emite debêntures de 100 mil
e empresa vende ele por 40 mil
o cara que compra divide em 4 vezes de 10 mil
no primeiro ano ele recebe 23 mil de juros, ou seja ele vai pagar as parcelas com o próprio juros que recebeu.
Depois ele vai entregar o título para o governo para quitar uma dívida de 100 mil, que ele comprou por 10 mil e ganhou 23 mil em um só ano. QUE BELEZA
Só pra deixar claro, não sou partidário, não sou militante de esquerda, não vou a passeatas, sou apenas um servidor público da saúde, que tem a pior carreira do governo federal.
John Doe
John Doe
Comentário · há 4 anos
1) Pela Lei, todos os gastos terão limite. Entretanto, justamente a educação e a saúde, que você diz ser o foco da lei, tem tratamento diferenciado e o limite só começará em 2018.

2) O propósito da lei não é cortar gastos. Não foram retirados gastos. Foram limitados os aumentos no gastos, que não poderão ultrapassar (em *aumento*) o percentual de inflação do ano anterior.
O propósito disso é manter os gastos nos mesmos patamares atuais, mas melhorar a eficiência. Ou seja, forçar o Estado, no longo prazo, a gastar melhor a verba que tem em mãos. Não é isso que queremos há muito tempo?

3) A dívida interna (da União) passou de 67% do PIB no primeiro trimestre desse ano e as projeções é de chegue a 80% do PIB nos próximos anos, se nada for feito.
Existem países em que a dívida interna é até maior (caso do Japão), mas são economias e até culturas completamente diferentes. Nosso país sucumbirá se a relação dívida/PIB continuar subindo dessa forma.

4) Com a limitação do crescimento nos gastos públicos abre-se a possibilidade de, finalmente, baixar a absurda taxa de juros imposta pelo governo.
E isso colocará as empresas novamente no caminho da produção e investimento, a curto prazo criando empregos e melhorando o comércio, reaquecendo o mercado, formando um ciclo de desenvolvimento que vai acabar, em médio prazo, com a recessão que vivemos.

Ou seja, não se pode fazer esse tipo de análise simplista e distorcida exposta nesse artigo.
Simplesmente ignorar todos os aspectos econômicos da medida (que é uma medida econômica, não política) e seus resultados a curto, médio e longo prazo?
Pior, nem sequer se interessar em saber quais são esses aspectos, e já sair determinando: "Ahhh...Tá vendo? Eles querem acabar com a educação e a saúde. São demônios!"

É preciso maturidade para avaliar e discutir a PEC 241.
Lamento, mas maturidade não se vê nesse artigo.

Abraço, Wagner.

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